quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

o convite

Não me interessa o que fazes na vida. Quero saber o que desejas, e se tens coragem de sonhar com a realização desse desejo.

Não me interessa que idade tens. Quero saber se tens coragem de fazer figuras tolas em busca do amor, dos teus sonhos, da aventura de estar vivo.

Não me interessa quais os planetas que regem a tua lua. Quero saber se tocaste o centro de tua própria tristeza, se tens estado aberto às traições da vida, ou se te fechaste com medo das futuras mágoas.

Quero saber se consegues sentar-se com a dor, minha ou tua, sem tentar escondê-la, diminuí-la ou remendá-la.

Quero saber se consegues conviver com a alegria, minha ou tua, se consegues dançar loucamente e deixar que o êxtase tome conta de ti, dos pés à cabeça, sem a cautela de ser cuidadoso, de ser realista ou de lembrar das limitações do ser humano.

Não me interessa se a história que me contas é verdadeira. Quero saber se és capaz de desapontar alguém para seres verdadeiro contigo próprio; se consegues suportar acusações de traição e não traires a tua própria alma. Quero saber se consegues ser leal, e portanto, confiável.

Quero saber se consegues ver a beleza, mesmo quando não é bonita, todos os dias, e se consegues alimentar a tua vida com a sua presença.

Quero saber se consegues conviver com o fracasso, teu e meu, e ainda assim abeirar-te do lago e gritar à Lua Cheia prateada: "Sim!

Não me interessa saber onde moras e quanto dinheiro tens. Quero saber se consegues levantar-te depois de uma noite de dor e desespero, cansado e dorido até os ossos e fazer o que tem que ser feito para cuidar dos teus filhos.

Não me interessa quem és ou como chegaste até aqui. Quero saber se enfrentarás o fogo comigo, sem dares um passo atrás.

Não me interessa onde ou o quê ou com quem estudaste. Quero saber o que o que te sustenta por dentro quando tudo o resto desmorona.

Quero saber se consegues ficar só contigo mesmo e se verdadeiramente aprecias a tua companhia nos momentos vazios.

Oriah Mountain Dreamer, ancião índio

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

adoro voar





(A adaptação no You Tube tem diferenças relativamente ao texto, atribuído a Clarisse Lispector. Ficam aqui os 2, porque sim.)

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade… Já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”.
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram… Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010