domingo, 28 de fevereiro de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
de tudo
há palavras que despertam e palavras que enterram
há caminhos que acertam e há caminhos que erram
há horas de ver de perto e horas de ver do alto
há amores que se instalam e há os que tomam de assalto
há paixões de uma noite e há paixões de uma vida
há quem nos dê colo e há quem só faça ferida
há pessoas de luz e há as de escuridão
há quem faça de tudo e há quem não saia do chão
magari
obrigada, L., por me recordares que é tudo uma questão de escolha
há caminhos que acertam e há caminhos que erram
há horas de ver de perto e horas de ver do alto
há amores que se instalam e há os que tomam de assalto
há paixões de uma noite e há paixões de uma vida
há quem nos dê colo e há quem só faça ferida
há pessoas de luz e há as de escuridão
há quem faça de tudo e há quem não saia do chão
magari
obrigada, L., por me recordares que é tudo uma questão de escolha
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
lucero tena
Lucero Tena (*1938, Durango, México) es una bailarina de flamenco de origen mexicano que reside en España desde 1958.
Integró la compañía de Carmen Amaya y posteriormente creó su grupo de flamenco.
Excepcional «Bailaora» es asimismo una extraordinaria ejecutante de castañuelas en la interpretación de obras clásicas.
Joaquín Rodrigo le dedicó sus Dos Danzas Españolas en 1966 y ha trabajado con grandes directores de orquesta como Mstislav Rostropóvich, Rafael Frühbeck de Burgos, Jesús López Cobos, Sergiu Comissiona, Franz-Paul Decker y Miguel Ángel Gómez Martínez.
Es profesora del instrumento en el Conservatorio de Madrid.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
e eles aqui tão perto
mergulho no passado à hora do jantar.
recordações de infância, birras atrás de colunas, colos cheirosos e quentinhos, braços desastrados, sustos de matar, como no dia em que a glória morreu em cima dos pioneses e depois afinal não, mas veio ambulância e tudo.
saltitões com o "poder dos bichinhos", capaz de secar lágrimas e levar tristezas.
beijos com baton, treinados nos postes do recreio, choros, caracóis trazidos para casa aos pares - "ela" riscada com marcador cor de rosa, "ele" riscado a azul -, para morar numa caixa, alimentados a alface por uns dias.
palavrões recém apreendidos, amores traiçoeiramente apregoados no recreio, rir para não chorar.
jogos inventados para a longa história dos jogos: os papéis sagrados, o bife vegetal.
abraços repartidos, paixões confessadas a lápis, na parede de tijolo, por trás do candeeiro.
memórias tão nítidas contadas no passado, de quem ainda não passou a infância.
onde estava eu quando cresceste?
recordações de infância, birras atrás de colunas, colos cheirosos e quentinhos, braços desastrados, sustos de matar, como no dia em que a glória morreu em cima dos pioneses e depois afinal não, mas veio ambulância e tudo.
saltitões com o "poder dos bichinhos", capaz de secar lágrimas e levar tristezas.
beijos com baton, treinados nos postes do recreio, choros, caracóis trazidos para casa aos pares - "ela" riscada com marcador cor de rosa, "ele" riscado a azul -, para morar numa caixa, alimentados a alface por uns dias.
palavrões recém apreendidos, amores traiçoeiramente apregoados no recreio, rir para não chorar.
jogos inventados para a longa história dos jogos: os papéis sagrados, o bife vegetal.
abraços repartidos, paixões confessadas a lápis, na parede de tijolo, por trás do candeeiro.
memórias tão nítidas contadas no passado, de quem ainda não passou a infância.
onde estava eu quando cresceste?
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
domingo, 7 de fevereiro de 2010
sábado, 6 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
tudo o que te faz falta
Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exacta para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o melro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afectos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
Victor Hugo
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exacta para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o melro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga `Isso é meu`,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afectos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
Victor Hugo
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