leva-se a alma em cacos que não sabemos colar
com a única certeza de que havemos de chegar
peregrinos do vento com as almas cansadas
voa alto o pensamento, escolhem-se as estradas
escolhem-se as estradas, os caminhos, os chãos
encontram-se outros a quem damos as mãos
cada passo decide o que fazer de nós
cada gesto dispensa o uso da voz
sob a forma de vento, sob a forma de chuva
o cajado invisível vem dar uma ajuda
o espaço que se estende aparece irrestrito
a densa tristeza rompe-se sem grito
respira-se o ar, sem força ou paixão
ouve-se ao longe o mar, ganha-se a solidão
chega a noite serena grávida de calma
entra a paz pelos olhos e instala-se na alma
magari
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Belíssimas palavras...tocaram meu coração.Parabéns !
ResponderEliminarobrigada Diana, sairam do coração, ainda bem que te tocaram.
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