Deixo-te uma coisa que escrevi há quase um ano.
Obrigada pelo teu carinho.
as minhas amigas
As minhas amigas são fadas
Azuis, lindas e aladas.
As minhas amigas dão colo
Abraços, risos, magia.
São farol, luz, alegria,
São às cores, meigas, zangadas,
Pequenas, duras, namoradas,
Fortes, quentinhas, macias,
Doces, bonitas e sábias.
Tenho amigas mais de mil,
Negras, brancas e douradas
De olhos doces, fundos, sérios,
E até de duas cores,
Onde guardam os mistérios,
Sonhos, homens e temores.
Tenho amigas mulheres,
Que seguiram seus caminhos,
Dos braços fizeram ninho,
E deram a volta ao mundo,
Até chegarem aqui.
Umas ficaram comigo
Por tempos de luta e dor
Outras partiram contentes
A procurar outras gentes
A descobrir o amor.
Amigas feitas de sonhos,
De querer, de força e fé
Amigas que são para sempre
Irmãs da alma e do tempo
Feitas de lama e de vento
Feitas de sangue e de ferida
Feitas de grito e de morte
Mulheres da vida, do canto,
Da voz rouca, consumida
Mulheres a quem quero tanto
Amigas da minha vida.
Magari
(à Luisinha, meu miosótis,
à Silvana, irmanita,
à Ana Maria, meu farol,
à Filomena, minha amiga,
à Guida, meu amor,
à Célia, mãe das minhas filhas,
à Carla, pelo amor que lhe sobra,
à Otília, pela força e fé,
à Helena, que partilha tudo,
à Aida, que nos bordou no coração,
à Anabela, toda mãe,
à Maria Augusta, afugentadora de corvos,
à Eduarda, eternamente lúcida,
à Cristina, tão forte e tão frágil,
à Glorinha, pequenina e sábia,
à Rosa, pela alegria,
à Amélia, seguidora de sonhos,
à Leonor, pela dança
à Alda, que embala a alma,
à Maria, minha irmã índia,
à Minoo, espelho do sol,
à Verónica, mãe coragem, guardadora de sonhos,
e especialmente hoje, à Minda, Arminda, Mimi, companheira de tantas loucuras)
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