segunda-feira, 1 de março de 2010

parabéns, irmanita.

Deixo-te uma coisa que escrevi há quase um ano.
Obrigada pelo teu carinho.



as minhas amigas


As minhas amigas são fadas

Azuis, lindas e aladas.

As minhas amigas dão colo

Abraços, risos, magia.

São farol, luz, alegria,

São às cores, meigas, zangadas,

Pequenas, duras, namoradas,

Fortes, quentinhas, macias,

Doces, bonitas e sábias.



Tenho amigas mais de mil,

Negras, brancas e douradas

De olhos doces, fundos, sérios,

E até de duas cores,

Onde guardam os mistérios,

Sonhos, homens e temores.



Tenho amigas mulheres,

Que seguiram seus caminhos,

Dos braços fizeram ninho,

E deram a volta ao mundo,

Até chegarem aqui.

Umas ficaram comigo

Por tempos de luta e dor

Outras partiram contentes

A procurar outras gentes

A descobrir o amor.



Amigas feitas de sonhos,

De querer, de força e fé

Amigas que são para sempre

Irmãs da alma e do tempo

Feitas de lama e de vento

Feitas de sangue e de ferida



Feitas de grito e de morte

Mulheres da vida, do canto,

Da voz rouca, consumida

Mulheres a quem quero tanto

Amigas da minha vida.





Magari



(à Luisinha, meu miosótis,

à Silvana, irmanita,

à Ana Maria, meu farol,

à Filomena, minha amiga,

à Guida, meu amor,

à Célia, mãe das minhas filhas,

à Carla, pelo amor que lhe sobra,

à Otília, pela força e fé,

à Helena, que partilha tudo,

à Aida, que nos bordou no coração,

à Anabela, toda mãe,

à Maria Augusta, afugentadora de corvos,

à Eduarda, eternamente lúcida,

à Cristina, tão forte e tão frágil,

à Glorinha, pequenina e sábia,

à Rosa, pela alegria,

à Amélia, seguidora de sonhos,

à Leonor, pela dança

à Alda, que embala a alma,

à Maria, minha irmã índia,

à Minoo, espelho do sol,

à Verónica, mãe coragem, guardadora de sonhos,



e especialmente hoje, à Minda, Arminda, Mimi, companheira de tantas loucuras)

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